Como gerar tráfego orgânico otimizando os 200 fatores que determinam o posicionamento do seu site no Google

Como gerar tráfego orgânico otimizando os 200 fatores que determinam o posicionamento do seu site no Google

Tráfego Orgânico

Se você tivesse que escolher por onde começar a gerar audiência para o seu site, iniciaria por tráfego orgânico ou tráfego pago?

A maioria dos especialistas recomenda que você comece logo pelo tráfego pago. Afinal, ele é mais rápido, direto e mensurável.

Tenho uma opinião diferente. Acredito que você deveria começar pelo tráfego orgânico. Pelas visitas geradas a partir de mecanismos de busca como o Google.

Nesta aula, que continua a etapa de tráfego do curso Presença Digital de Zero a Dez, eu explico em detalhes essa opinião, analisando:

Vamos começar esclarecendo por que acredito que você deveria investir primeiro em tráfego orgânico e não em tráfego pago.

Por que investir primeiro em tráfego orgânico

Por que investir em tráfego orgânico

Na aula anterior deste curso, falei sobre os 6 tipos de tráfego: orgânico, pago, direto, de redes sociais, de referência e de email.

Dos seis tipos, o tráfego pago é sem dúvida o mais rápido e objetivo.

Você paga ao Facebook, ao Google ou a outra plataforma e eles começam quase que imediatamente a enviar visitantes segmentados para o seu site.

Apesar disso, acredito que se você tiver que escolher apenas um para começar, deveria começar pelo tráfego orgânico.

O motivo é que esse é o único tipo de tráfego que exige, praticamente impõe, que você elabore um conteúdo de alta qualidade em um site de alta qualidade.

Veja bem, você pode criar um conteúdo de péssima qualidade em um site mal acabado e, ainda assim, pagar para trazer visitantes para as suas páginas.

O problema é que, provavelmente, os visitantes que clicaram nos seus anúncios vão ver a má qualidade do seu conteúdo e cair fora. Talvez para nunca mais voltar.

Por outro lado, se você se esmera em conseguir tráfego orgânico, certamente terá que fazer esforços para conseguir criar um conteúdo de qualidade. Pois, como veremos a seguir, somente conteúdos de qualidade ficam bem posicionados nos buscadores.

Depois de fazer isso, quando adicionar o tráfego pago, os visitantes pelos quais você pagou terão maiores chances de se impressionar com o seu conteúdo, de se envolver com o seu projeto e de se tornarem seus clientes.

O que é tráfego orgânico?

O que é tráfego orgânico

Antes de continuarmos, vamos deixar bem claro o que é e o que não é tráfego orgânico.

Para os fins deste curso, tráfego orgânico é aquele que se origina de mecanismos de busca, como Google, Bing, Yahoo e outros.

Sempre que alguém vai ao Google, digita uma palavra-chave e clica na sua página entre os resultados que aparecem, isso é contado como uma visita de busca orgânica.

Em outras palavras, resultados que aparecem organicamente são todos aqueles que não são pagos para aparecerem nas páginas de resultados de busca.

Como falei na aula anterior, não se trata de tráfego gratuito.

Você não paga por ele diretamente em dinheiro, mas pode ter que investir grana, tempo e/ou esforços para que o seu conteúdo fique bem posicionado nos mecanismos de busca.

Para que isso aconteça, você precisa primeiro entender como os buscadores funcionam. E depois empregar técnicas que são conhecidas como SEO (search engine optimization, ou otimização para mecanismos de busca).

Bons buscadores são aqueles que oferecem a quem pesquisa páginas que possuam conteúdo de qualidade para aquilo que está sendo procurado.

Esses resultados são exibidos em uma página chamada SERP (search engine results page, ou página de resultados do mecanismo de busca).

Técnicas de SEO, portanto, são as otimizações que você faz nas suas páginas para fornecer esse conteúdo de qualidade a fim de resolver os problemas da persona que você identificou na Tarefa #3 deste curso.

Para acompanhar as aulas do curso e suas tarefas, cadastre gratuitamente seu email abaixo:

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Vamos, então, ver como gerar tráfego orgânico para o seu site aprendendo como os mecanismos de busca funcionam e quais são os mais de 200 fatores que influenciam no posicionamento das suas páginas nos resultados de busca.

Como os mecanismos de busca funcionam

Como os mecanismos de busca funcionam

Quando você entra no Google, o site mais acessado do mundo, e digita uma busca, o que você imagina que acontece?

Como, em uma fração de segundo, o buscador consegue percorrer toda a internet aberta e fornecer, por ordem de qualidade, tudo o que encontrou para aquela busca?

Para que isso aconteça, os buscadores possuem robôs (chamados crawlers ou spiders) que vão percorrendo e armazenando o conteúdo de cada página que encontram.

Quando se deparam com um link nesse conteúdo, eles seguem o endereço e armazenam o conteúdo dessa nova página. E assim sucessivamente.

Essa navegação forma um grafo, um conjunto de páginas unidas por links. Todo esse conteúdo fica catalogado e é utilizado no momento em que você faz uma busca.

O grande diferencial de um bom buscador, no entanto, não é armazenar essas páginas. É sim saber como oferecer esse conteúdo em uma ordem de qualidade que atenda aos desejos do usuário que fez a busca.

Como os resultados de busca são ordenados

Como os resultados de busca são ordenados

Para ser tão eficiente na hora de mostrar os resultados para as buscas dos seus usuários, o Google criou um algoritmo complexo, que leva em consideração mais de 200 fatores na hora de ordenar os resultados para cada busca realizada.

E mais: esse algoritmo está em constante evolução, com aprimoramentos sendo realizados diariamente por meio do aprendizado de máquina.

Por isso, aparecer bem posicionado nos resultados de busca não apenas é uma fonte de tráfego orgânico para o seu projeto, como também é um sinal de distinção do seu conteúdo.

Em outras palavras, com o tráfego orgânico você está sendo recompensado pela qualidade do conteúdo que está colocando na internet.

O problema é que se estima que nada menos que 50% dos cliques nas páginas de resultados de busca do Google ocorram nas três primeiras posições. E que apenas 4,8% dos usuários chegam a olhar a segunda página de resultados.

Por isso no mundo do SEO existe a piadinha de que o melhor lugar para um criminoso esconder um corpo é na segunda página do Google.

Para não transformar o seu projeto em um defunto na internet, você precisa otimizar quanto puder os fatores levados em consideração pelo Google na hora de apresentar os seus resultados.

Mas que fatores são esses?

Os mais de 200 fatores de SEO que influenciam seu posicionamento no Google

Fatores de SEO

O posicionamento nas páginas de resultados de busca é definido por um cálculo matemático complexo, um algoritmo que leva em consideração pelo menos 200 fatores.

Cada um desses fatores possui um peso. Alguns contam mais, outros menos.

O cálculo exato não é revelado pelos mecanismos de busca. Primeiro, por ser o segredo do negócio. Segundo, para que os donos dos sites não saibam exatamente como manipular os resultados de busca para obter mais tráfego orgânico.

Apesar disso, por meio de muito estudo, experimentação e até seguindo orientações dos buscadores, especialistas em SEO já conseguiram identificar os fatores mais importantes.

Um dos mais importantes fatores para o seu tráfego orgânico é a quantidade e, principalmente, a qualidade dos links que você recebe.

Por exemplo, digamos que você tenha um site sobre direito. É bom você receber dezenas de links de outros sites, mas é melhor ainda receber links de sites de faculdades de direito, de instituições jurídicas ou de escritórios de advocacia de renome.

Um link dessas fontes pode valer mil vezes mais do que um link recebido de um blog sobre música, que não tem nenhuma relevância no nicho do seu site.

Outro fator de extrema importância é a presença do conteúdo tal qual buscado pelas pessoas nos mecanismos de pesquisa. Por exemplo, se as pessoas pesquisassem sobre “tráfego de buscadores” em vez de “tráfego orgânico”, dificilmente elas encontrariam esta aula.

Alguns desses fatores envolvem um conflito de escolhas, o chamado trade-off. Muitas vezes você tem que abrir mão de alguns pontos para ganhar em outros.

Por exemplo, o pixel do Facebook deixa o seu site um pouco mais lento, porém sem ele você não consegue anunciar na rede social do Mark Zuckerberg.

Além disso, os fatores que influenciam o posicionamento mudam com muita frequência. Então sempre que você estiver na dúvida se deve ou não fazer determinada otimização, pergunte-se:

Isso vai ser bom para o usuário?

A regra do Google e de outros bons buscadores é privilegiar páginas que funcionem bem para os objetivos dos usuários.

Para fins didáticos, costuma-se dividir em grupos os fatores que afetam seu posicionamento nos mecanismos de busca:

  1. Fatores relativos ao domínio
  2. Fatores relativos ao site
  3. Fatores relativos às páginas
  4. Análise de backlinks
  5. Interação do usuário
  6. Sinais de manipulação dos buscadores

Vamos ver como cada um deles pode aumentar o seu tráfego orgânico. Você pode clicar em cada item se quiser saber mais.

1. Fatores relativos ao domínio

Tecnicamente falando, domínio é o nome de um endereço na internet, que tem a função de direcionar uma pessoa para um determinado “local”.

Por trás dos panos, cada servidor na internet tem o seu endereço IP (Internet Protocol). É algo como 123.45.67.254.

Agora imagine se, toda vez que você quisesse acessar o seu site favorito, você tivesse que lembrar de uma sequência de números como essa.

Para evitar isso, existem os domínios, que relacionam nome a endereços. Por exemplo, o domínio “www.google.com.br” redireciona a pessoa que o digita para um IP específico.

Alguns fatores relativos ao seu domínio podem afetar o seu posicionamento nos mecanismos de busca. Por isso há uma aula específica neste curso só para falar sobre o seu registro de domínio.

Abaixo resumo alguns fatores relativos a domínios que podem afetar o seu tráfego orgânico.

Nome do domínio
Domínios com a palavra-chave exata pesquisada tendem a ficar mais bem posicionados nos resultados das buscas para essa palavra-chave, gerando muito tráfego orgânico. Você ganha alguns pontos se a palavra-chave estiver no começo do nome do domínio.
Nome do subdomínio
Subdomínios com a palavra-chave exata pesquisada também tendem a receber o benefício. Subdomínio é uma parte do domínio que fica antes do domínio principal. Por exemplo, poderia haver aqui o subdomínio aulas.fatorw.com.br.
Localização do domínio (TLD)
Cada domínio possui uma terminação chamada TLD (Country Code Top Level Domain). Essa terminação indica em qual país o domínio foi registrado. Assim, se você atua no Brasil, um domínio terminado em .br tende a ficar mais bem posicionado do que um domínio com terminação de outro país.
Autoridade do domínio
Dependendo da qualidade das páginas que estão sob um mesmo endereço, os buscadores atribuem uma nota conferindo autoridade ao domínio acerca de determinado assunto. Uma autoridade maior influencia positivamente resultados de busca para o assunto específico. Este é um dos mais importantes fatores para geração de tráfego orgânico.
Idade do domínio
Quanto mais antigo e na ativa for o seu domínio, melhor. No entanto, este é um fator com peso relativamente baixo.
Histórico do domínio
Se você está registrando um domínio que já foi usado anteriormente por outro projeto, verifique o histórico. Caso o domínio tenha sido usado para fins maliciosos, o Google pode continuar penalizando o endereço mesmo para o novo dono.
Histórico do proprietário
Uma pessoa que registrou um domínio e fez mau uso dele, promovendo spam por exemplo, pode ser penalizada pelo Google ao registrar um novo domínio.
Tempo de registro do domínio
Quando você vai registrar um domínio, pode pagar por 1, 3, 5 anos ou mais. Segundo o Search Engine Journal, o Google beneficia domínios que são registrados por prazos mais longos, pois isso é indicativo de um site sério e de longo prazo. Sites de spam costumam registrar domínios por apenas um ano e depois migrar para outro.
Whois privado
Ao registrar um domínio, você pode optar por deixar as informações do proprietário públicas ou privadas. Conhecidas como Whois, essas informações quando são públicas tendem a beneficiar o posicionamento do domínio. Quando são privadas, podem ser mal vistas pelos buscadores.
Diversidade de domínios
Mesmo que um único domínio possua diversas páginas que poderiam ser oferecidas como resultados para uma busca, o Google procura oferecer uma maior diversidade de domínios em suas páginas de resultados sempre que possível.

2. Fatores relativos ao site

A regra geral para obter tráfego orgânico é posicionar bem suas páginas nos resultados de busca.

Apesar disso, existem fatores relativos ao site como um todo que também afetam o seu posicionamento.

Vamos entender aqui o site como um conjunto de páginas. Por exemplo, o Fator W é um site e tudo o que há dentro dele com um endereço específico são páginas.

Neste curso, nós dedicamos uma etapa inteira a construir o seu site já levando em consideração vários desses fatores. Você pode rever tudo por meio do Checklist de Lançamento do Site.

Vejamos então que fatores relativos ao site como um todo afetam o posicionamento das suas páginas.

Certificado SSL e protocolo HTTPS
A web surgiu baseada em um protocolo conhecido como HTTP (HyperText Transfer Protocol). Esse é um protocolo não encriptado e, por isso, menos seguro. Para melhorar questões de privacidade, integridade e autenticação, foi criado um certificado chamado SSL (Secure Socket Layer). O protocolo HTTP então foi modificado para suportar o SSL, resultando em um novo protocolo chamado HTTPS. Em agosto de 2014, o Google afirmou publicamente que privilegia em seus resultados de busca sites com certificado SSL, pelo fato de serem mais seguros para os usuários. Por isso, assegure-se de ter um certificado SSL e verifique se o endereço do seu site sempre começa utilizando o protocolo HTTPS.
Adaptação a dispositivos móveis
Com o avanço do acesso a sites via dispositivos móveis, como tablets e smartphones, os buscadores privilegiam cada vez mais sites que possuam um layout responsivo, que se adapta a diferentes tamanhos de tela. Este é um dos mais importantes fatores para geração de tráfego orgânico.
Estabilidade do servidor
Os buscadores privilegiam sites que estejam sempre no ar, sem problemas de estabilidade no servidor de hospedagem. Se o seu site cai muito, ficando fora do ar especialmente quando visitado pelos robôs de busca, reveja sua hospedagem. Para mais informações, leia a aula sobre como hospedar um site.
Localização do servidor
Hospedar o seu site em um servidor localizado no país onde está o seu público-alvo também conta pontos para SEO. Fique atento apenas para que o servidor local não perca muito em velocidade e estabilidade quando comparado a servidores de fora. Esse fator é mais importante para buscas relacionadas a negócios locais, como restaurantes, lojas e comércios similares.
Credibilidade do site
A partir de análise do conteúdo e da experiência do usuário no conjunto de páginas de um site, os buscadores conseguem elaborar uma espécie de ranking para medir a credibilidade de um site e assim enviar mais tráfego orgânico.
Mapa do site
Embora os robôs dos buscadores consigam percorrer praticamente todo um site apenas navegando entre seus links internos, a presença de um mapa do site (sitemap) que mostre de forma ordenada a estrutura com todos os links do site facilita o trabalho de indexação e pode melhorar o seu posicionamento. Ese mapa do site pode ser servido ao usuário ou pode ser um arquivo em formato XML (Extensible Markup Language) fornecido especificamente para os buscadores. Você pode e deve registrar o seu sitemap.xml no Google Search Console.
Página de Contato
A presença de uma página de contato sinaliza aos buscadores que o seu site oferece uma forma de ajudar os seus visitantes. Isso é visto como um ponto positivo de usabilidade e, por isso, é um fator de otimização para mecanismos de busca.
Termos de Uso e Política de Privacidade
Assim como acontece com a página de contato, a presença de páginas esclarecendo como o site pode ser usado e como os dados dos visitantes são tratados sinaliza aos buscadores que o seu site se importa com a segurança dos usuários. Isso também é visto como um ponto positivo de usabilidade e, por isso, é um fator de otimização para tráfego orgânico.
Arquitetura das informações no site
Um site bem arquitetado é mais fácil de ser navegado não apenas pelos usuários, mas também pelos robôs dos buscadores. Por isso em uma das primeiras aulas deste curso eu mostrei 4 passos para você criar a arquitetura da informação perfeita para o seu site.
Frequência de atualização
Alguns especialistas em SEO afirmam que a frequência de atualização do site é um dos fatores levados em consideração pelos buscadores. Em março de 2018, um engenheiro do Google negou publicamente no Twitter essa informação. Ainda assim, ter um calendário editorial conforme sugerido na Tarefa #42 deste curso ajuda no seu posicionamento simplesmente por trazer mais conteúdo ao site. E mais conteúdo (de qualidade) significa maiores chances de o seu site ser encontrado.
Conteúdo original
Sites de afiliados, diretórios de links, repostadores e outros tipos de sites que apenas copiam conteúdos de outras páginas com pouca ou nenhuma alteração são penalizados pelo Google. O buscador já afirmou publicamente que privilegia sites com conteúdo original, que tragam informações novas para os usuários.
URLs Canônicos
URL canônico é o endereço da página que os buscadores consideram a mais representativa de um conjunto de páginas duplicadas no seu site. Por exemplo, se você tiver diferentes endereços para uma mesma página (como exemplo.com?produto=1234 e exemplo.com/produto/1234), o Google escolherá um deles como canônico. As páginas não precisam ser completamente idênticas. A versão canônica também pode estar em um domínio diferente da cópia. Para evitar penalidades por conteúdo duplicado, o ideal é você informar ao buscador qual é a página mais representativa, inserindo nela a tag rel=canonical. Veja mais detalhes na Ajuda do Search Console.
Facilidade de uso
Um dos princípios do Google é privilegiar sites que sejam fáceis de ser utilizados. Quanto mais fácil for navegar pelo seu site, mais tráfego orgânico pode ser enviado pelos buscadores. Por isso na Tarefa #16 deste curso você recebeu instruções para revisar a usabilidade do seu site.
Meta descrições duplicadas
A meta descrição é um campo existente no código-fonte das páginas que descreve para os mecanismos de busca do que aquela página trata. Se várias páginas do seu site contêm a mesma meta descrição, o buscador tem mais dificuldade em fornecer resultados precisos para os usuários. Você pode verificar a presença de meta descrições duplicadas cadastrando seu site no Google Search Console.
Breadcrumb Navigation
Breadcrumb Navigation, ou Trilha de Localização Atual, é o termo técnico para se referir àquela estrutura de links que costuma aparecer em alguns sites, por exemplo, indicando a página onde você está: Página inicial > Esportes > Futebol > Flamengo. A documentação do Google afirma que o buscador usa a marcação de localização atual no corpo de uma página da web para categorizar as informações da página nos resultados da pesquisa. Se você quiser saber mais sobre o assunto, leia meu post sobre os caminhos de migalha de pão.

3. Fatores relativos às páginas

Quando alguém faz uma busca no Google, os resultados apresentados são basicamente páginas de um site.

Por isso, os fatores de SEO relativos às páginas são alguns dos mais importantes para você obter tráfego orgânico. E o fator mais importante entre eles é a qualidade do seu conteúdo.

Aqui no curso Presença Digital de Zero a Dez, nós também dedicamos uma etapa inteira apenas para ensinar como você pode planejar, produzir e divulgar o seu conteúdo.

Você pode rever rapidamente essa etapa utilizando o Checklist do Processo de Produção de Conteúdos. Preste especial atenção às aulas que falam sobre pesquisa de palavras-chave e sobre SEO On Page.

Passemos então para a análise dos fatores de otimização para buscadores relativos às páginas do seu site.

Densidade de keywords (TF-IDF)
Os termos pesquisados nos buscadores e seus sinônimos devem aparecer com naturalidade em certa densidade dentro da sua página. A densidade de palavras-chave é conhecida tambem pela sigla TF-IDF (term frequency-inverse document frequency). Especialistas em SEO recomendam que tal densidade deva ficar entre 0,5% e 2,5% do conteúdo da página. Mais do que isso pode ser considerado keyword stuffing, prática de encher o conteúdo com a palavra-chave de forma excessiva e não natural, o que é penalizado pelo Google.
Indexação Semântica Latente (LSI)
Larry Page, fundador do Google, certa vez afirmou que o buscador perfeito deveria entender exatamente o que a pessoa que fez a pesquisa quis dizer e oferecer exatamente o resultado esperado. Para descobrir qual é a intenção do usuário ao fazer uma pesquisa, o Google utiliza, entre outras coisas, uma técnica chamada Análise Semântica Latente, que quando aplicada à recuperação de informações é conhecida como Indexação Semântica Latente, ou LSI (latent semantic indexing). Essa análise ajuda os buscadores a diferenciar palavras que possuem mais de um significado e identificar, pelo contexto, a qual significado aquela palavra se refere. Por isso, além de atentar para as palavras-chave ao produzir um conteúdo, você também deve cuidar dos sinônimos e demais palavras que dão contexto para a sua palavra-chave principal.
Correspondência de Individualidade (Entity)
Entity ou Individualidade é um fator de SEO considerado por muitos especialistas como o mais importante a ser entendido atualmente. Uma Individualidade (ou Entidade) é algo único, distinto e bem-definido que ajuda os buscadores a entenderem a intenção do usuário ao fazer determinada pesquisa. Por exemplo, uma pessoa muito famosa, um evento popular ou uma organização de grande destaque pode ser classificado como uma individualidade de acordo com suas relações, sua notoriedade, suas contribuições e suas premiações. Se você possuir páginas que correspondam a entidades assim, pode ser privilegiado nos resultados de busca.
Palavra-chave no título
O ideal é que a palavra-chave buscada apareça no título da página, preferencialmente no começo do título. Com a sofisticação da inteligência dos robôs de busca, esse fator tem hoje menos importância para tráfego orgânico do que já teve no passado, mas ainda assim é importante.
Palavra-chave na meta descrição
A meta descrição é um campo existente no código das páginas que descreve para os mecanismos de busca do que aquela página trata. Embora não afete diretamente o seu posicionamento, uma boa meta descrição pode aumentar o seu CTR (click-through rate), a relação entre a quantidade de vezes que um link é exibido e o quanto ele é clicado, o que dá uma sinalização positiva para o algoritmo de busca.
Palavra-chave no endereço da página
Se alguém faz uma busca pela palavra “idiomas” e você tem um domínio do tipo minhaempresaidiomas.com.br, você leva alguma vantagem. A aparição também pode aparecer no complemento do endereço (conhecido como slug), por exemplo, minhaempresa.com.br/idiomas.
Palavra-chave nos cabeçalhos internos
O cabeçalho principal da sua página (h1) e os subcabeçalhos (h2 e h3) devem estar bem estruturados e com a palavra-chave ou seus sinônimos. Só deve haver um cabeçalho principal (h1) por página e cada subcabeçalho só deve aparecer dentro de um de nível imediatamente superior (por exemplo, um h3 só deveria estar abaixo de um h2).
Palavra-chave na introdução
O ideal é que a palavra-chave pesquisada apareça logo na introdução do seu conteúdo, de modo a deixar claro para os buscadores do que aquela página trata.
Tamanho do conteúdo
Existe uma forte correlação entre o tamanho do seu conteúdo e o seu posicionamento nas páginas de resultado de busca. Especialistas em SEO afirmam que uma página de texto deve ter, no mínimo, 300 palavras. No entanto, para bons posicionamentos, o recomendado é ter entre 1.500 e 2.000 palavras. Um estudo da SEM Rush mostrou que, na média, páginas que aparecem na primeira posição do Google possuem 1.890 palavras.
Tamanho do endereço
Cada página possui um endereço único. O endereço desta aula, por exemplo, é fatorw.com.br/trafego-organico/. Endereços concisos assim tendem a possuir melhor performance em buscadores do que URLs muito longas.
Qualidade e utilidade do conteúdo
Não basta apenas o conteúdo ser longo para ser privilegiado pelos buscadores. A fim de oferecer a melhor informação possível, os mecanismos de busca tendem a beneficiar conteúdos mais aprofundados em detrimento de conteúdos mais superficiais. Também tendem a beneficiar conteúdos com sinais de boa qualidade, incluindo aí correção ortográfica e gramatical. A utilidade prática do conteúdo para atender ao que foi pesquisado também é levada em consideração.
Facilidade de leitura do conteúdo
O Google classifica se o seu conteúdo é de leitura básica, intermediária ou avançada e – provavelmente – oferece os resultados de busca de acordo com o histórico do usuário que está pesquisando. Aqui entra a importância de você conhecer o seu público-alvo e produzir conteúdo adequado para a sua persona.
Visibilidade do conteúdo
Outro fator que impacta o posicionamento das suas páginas é se o conteúdo está visível ao usuário ou se está escondido no final da página, atrás de banners ou só após dispensar algum popup intrusivo.
Data de publicação ou de atualização do conteúdo
Para buscas em que a data de publicação possui relevância, os buscadores tendem a privilegiar conteúdos que foram mais recentemente publicados ou atualizados. A frequência com a qual uma página é atualizada também pode contar pontos positivos. Já para buscas em que a data não é tão relevante, páginas mais antigas e bem avaliadas podem ter uma melhor performance.
Característica de notícia do conteúdo
Se o conteúdo da sua página for noticioso e o assunto da notícia estiver sendo muito procurado no momento, a página pode aparecer no Google em um quadro especial chamado Principais Notícias (Top Stories).
Índice de conteúdo
Considerando-se que conteúdos mais longos tendem a ficar mais bem posicionados, também é uma boa prática colocar índices de conteúdo para que os usuários e os mecanismos de busca compreendam melhor a estrutura da sua página. No começo desta aula, por exemplo, eu coloquei um índice de conteúdo para o leitor conseguir pular diretamente para uma seção específica da aula.
Categorização de conteúdo
Assim como os links internos, a categorização interna dos seus conteúdos – como o uso de seções e tags – comunica ao Google como as suas páginas se relacionam.
Conteúdos multimídia
Uma página que contém apenas texto pode ser prejudicada pelos buscadores quando comparada com outra que possui diversos conteúdos multimídia, como imagens, vídeos, listas, infográficos etc.
Conteúdos suplementares úteis
A presença na página de conteúdos suplementares úteis (Helpful Supplementary Content) conta pontos positivos para o posicionamento. Exemplos de conteúdos suplementares são calculadoras, interatividades, dados estatísticos etc. O Google classifica esses conteúdos suplementares em cinco níveis (ausente, distrativo, mediano, útil e muito útil).
Qualidade dos links de saída
Uma página que possui links de saída para outras páginas de sites de autoridade é beneficiada nos resultados do Google em detrimento de outra página que só possua links de saída para sites de má qualidade. Além disso, a relação entre o tema das páginas para as quais você linka e o tema do seu nicho de mercado também é levado em consideração.
Quantidade de links de saída
Embora seja uma boa prática você fazer links de saída para outros sites de autoridade do seu nicho de mercado, uma quantidade excessiva de links desse tipo pode diminuir a relevância da sua página e prejudicar seu posicionamento nos mecanismos de busca.
Quantidade de links internos
A quantidade de vezes que uma página do seu site é linkada por outra página do seu site sinaliza ao Google o quão importante aquela página é dentro do seu site. Quanto mais relevante for a página que linka, melhor para a página que recebe o link.
Localização interna das páginas
Páginas mais altas na hierarquia da estrutura de um site costumam ficar mais bem posicionadas do que páginas que estão muitos níveis para baixo. Em regra, quanto mais próximas da home-page na estrutura do site, melhor.
Prioridade da página no mapa do site
O arquivo sitemap.xml, que informa aos buscadores todos os links e a estrutura do seu site, permite que uma prioridade seja informada para cada uma de suas páginas. Essa informação também influencia os resultados da busca.
Utilização de microformatos
Microformatos são metadados estruturados por meio dos quais o proprietário de um site informa aos mecanismos de busca dados específicos. Por exemplo, o review de um produto, o preço de um item ou a estrutura do site. Páginas que utilizam microformatos podem ter uma vantagem sobre as que não os utilizam, especialmente em buscas específicas. Você pode aprender a utilizar microformatos no site do Schema.org
Quantidade de links quebrados
Se a sua página faz links para páginas inexistentes ou com endereço errado, os buscadores consideram isso um fator negativo, sinalizando que a página não é bem cuidada ou atualizada. Você pode analisar a quantidade de links quebrados no seu site por meio de ferramentas como o Broken Link Checker.
Quantidade de palavras-chave rankeadas
Caso uma página esteja bem posicionada para várias palavras-chave, os buscadores entendem isso como um sinal de qualidade de conteúdo e tendem a beneficiar essa página em seus resultados.
Tempo de carregamento da página
Quanto mais rápido o for o carregamento da página, mais pontos ela ganha com os mecanismos de busca. Se a página demorar mais de 4 segundos para carregar, você está em maus lençóis. Você pode analisar o tempo de carregamento da sua página por meio do Google PageSpeed Insights. Este é um dos mais importantes fatores para geração de tráfego orgânico.
Otimização de imagens
A presença de imagens na sua página sinaliza ao Google certa riqueza de conteúdo. No entanto, essas imagens precisam estar otimizadas para não prejudicar o tempo de carregamento da página. Além disso, elas devem conter a palavra-chave ou seus sinônimos no nome do arquivo, na descrição, na legenda e no atributo alt. Você pode analisar a otimização das suas imagens via Google PageSpeed Insights, que informa que “formatos de imagem como JPEG 2000, JPEG XR e WebP geralmente resultam em uma compactação melhor em comparação a PNG ou JPEG, o que significa downloads mais rápidos e menor consumo de dados”.
Validação do código-fonte
Os buscadores procuram privilegiar em seus resultados páginas que possuam um código-fonte sem erros, tanto por questões de segurança quanto pelo impacto no tempo de carregamento da página. Você pode verificar a validade do código-fonte das suas páginas por meio do W3C Markup Validation Service.
Conteúdos sensíveis (YMYL)
O Google classifica algumas páginas com conteúdos sensíveis com a sigla YMYL (Your money or your life, Seu dinheiro ou sua vida). Essas são páginas que impactam o bem-estar presente ou futuro do usuário, com conteúdos sobre saúde, finanças, segurança etc e/ou que exigem dados do usuário (cartão de crédito, informações médicas, número de documentos pessoais etc.) para fornecer tais informações. Por isso, cuidado ao utilizar técnicas de copywriting muito extremas em páginas para as quais você deseja rankear bem.
Conteúdos com direitos autorais reclamados
Se a sua página utiliza material sobre o qual você não possui direitos autorais e o dono desses direitos faz uma reclamação ao Google, sua página pode ser penalizada nos resultados de busca.
Autoria do conteúdo reconhecida
Buscadores tendem a privilegiar conteúdos com assinatura de autores reconhecidos, ou seja, que possuam perfis verificáveis.
Interferência humana
Segundo a patente System and method for supporting editorial opinion in the ranking of search results, existem casos específicos em que um editor humano pode manualmente posicionar determinada página para certo tipo de busca. Este é um fato sobre o qual você não tem nenhum controle.

4. Análise de backlinks

Backlink é a forma como são tecnicamente conhecidos os links que outros sites fazem para as suas páginas.

Quando uma página recebe muitos links de sites de qualidade, os mecanismos de busca interpretam isso como um forte sinal de que aquela página possui um conteúdo de qualidade.

A relação entre quantidade e qualidade de links que a sua página recebe é um dos fatores de SEO mais importantes de sempre.

Vamos ver, então, o que os buscadores valorizam quando o assunto são os backlinks.

Quantidade de links recebidos
A quantidade de links recebidos é apontada por muitos especialistas como o mais importante fator para o bom posicionamento de uma página nos mecanismos de busca e para a geração de tráfego orgânico.
Qualidade de links recebidos
Além da quantidade, o recebimento de links de sites de grande autoridade no seu nicho de mercado é visto como grande vantagem para SEO. Receber um único link do maior site do seu nicho pode ser melhor do que receber 100 links de sites pequenos e irrelevantes. Este tamém é um dos mais importantes fatores para geração de tráfego orgânico.
PageRank
PageRank é um algoritmo proprietário do Google utilizado para medir a importância de uma página por meio de um cálculo entre a quantidade e a qualidade dos links recebidos. Desde 2016, o Google não informa mais qual o PageRank de cada página. Apesar disso, o cálculo continua sendo utilizado para o rankeamento de páginas, embora com peso menor do que já teve em outras épocas.
Quantidade de links de saída na página
Se a página que fez o backlink para o seu site possui centenas de outros links de saída, o peso relativo do link recebido é menor do que se a página possuísse poucos links de saída.
Variedade de links recebidos
Além da quantidade, se os links que sua página recebem vêm de sites de várias partes do mundo, isso sinaliza aos buscadores que o seu conteúdo possui uma qualidade mais universal.
Relevância da página que linka
Assim como a autoridade do site que linka, a relevância da página específica que contém o link também é levada em consideração na hora de qualificar o backlink.
Palavra-chave no título da página que linka
A presença da palavra-chave no título da página que linka é sinal de que um expert está fazendo um link para o seu conteúdo, o que para os buscadores significa uma espécie de transferência de autoridade bem específica.
Tamanho do conteúdo da página que linka
Links recebidos de páginas com mais conteúdo valem mais do que links recebidos de páginas com pouco conteúdo.
Velocidade de aquisição dos backlinks
Se uma página que você acabou de publicar começa a receber backlinks rapidamente, este pode ser um sinal de conteúdo que traz novidades sobre determinado assunto. Caso esses links tenham surgido de forma orgânica (e não por meio de alguma estratégia de aquisição de links), isso conta pontos positivos para a sua página. O oposto também é verdadeiro.
Links recebidos de concorrentes
Receber links de outras páginas que aparecem na mesma página de resultados de busca que a sua é sinal positivo para o rankeamento dos buscadores.
Links recebidos de sites maliciosos
Assim como receber links de sites de qualidade beneficiam suas páginas, receber links de sites maliciosos pode prejudicar seu posicionamento. Se você identificou que um site malicioso está fazendo links para as suas páginas, você deve rejeitar backlinks utilizando o Google Search Console.
Links recebidos de guest posts
Escrever conteúdos como convidado (guest posts) para publicar em outros sites fazendo links para o seu já foi uma técnica de SEO muito popular e eficiente. Embora esses links atualmente ainda contem pontos positivos, seu peso relativo quando comparado a outros backlinks é muito baixo.
Links recebidos com atributo nofollow
O atributo nofollow instrui os robôs de busca a não seguirem o endereço que está no link. Ele é utilizando quando você quer linkar uma página, mas não quer necessariamente relacionar seu site a ela. Se você recebe links com esse atributo, eles não terão peso na hora do cálculo da relevância da sua página.
Links recebidos de sites especiais
Backlinks vindos de alguns poucos sites especiais, como a Wikipedia, mesmo com o atributo nofollow, são considerados positivos para o rankeamento de uma página.
Links recebidos de anúncios
Links pagos, recebidos de anúncios para as suas páginas, não são vistos como os demais backlinks e, portanto, não influenciam positivamente no seu posicionamento. O Google inclusive sugere que esses links recebam a tag nofollow para que os robôs de busca não o sigam.
Links recebidos de redirecionamentos
Links excessivamente recebidos de páginas com redirecionamento permanente podem prejudicar o PageRank das suas páginas.
Texto do backlink
Digamos que você possua uma página sobre tráfego orgânico e recebe de um site com autoridade um link para essa página. Caso o texto desse backlink seja exatamente a palavra-chave tráfego orgânico, isso vai beneficiar mais a sua página do que se o texto fosse algo genérico como clique aqui. Isso vale tanto para backlinks quanto para seus links internos. Caso o texto âncora seja o nome da sua marca, isso dá mais peso ainda ao backlink.
Atributo title do backlink
Quando você faz um link, pode inserir um atributo title descrevendo aquele endereço. Essa descrição aparece, por exemplo, quando você posiciona o cursor sobre um link sem o clicar. O texto desse atributo é um fator bem fraco de análise de backlink.
Atributo alt em backlinks de imagens
Se o backlink para a sua página vem de uma imagem, o atributo alt utilizado como alternativa em texto para quem não pode ver a imagem tem a mesma relevância que o texto do backlink em links que não são de imagens.
Idade do backlink
Como regra geral, quanto mais antigo o backlink for, melhor. A manutenção de um link por longo tempo é um indicativo de qualidade.
Idade do domínio de quem linka
Em regra, quanto mais antigo o domínio que linka para sua página, melhor.
Localização do backlink
Links localizados na área de conteúdo principal de uma página valem mais do que links localizados em páginas sem conteúdo relevante ou localizados em áreas periféricas de um site, como o rodapé.
Contexto do backlink
Além da localização, o contexto em que o backlink também é levado em consideração. Se o buscador considera que o link está em um contexto relevante para o conteúdo daquela palavra-chave, a página que recebe o link é beneficiada.
Troca de links
A troca de links é vista pelo Google como uma tentativa de manipulação do PageRank e, por isso, pode resultar em penalidades para o seu site.
Backlinks gerados por usuários
Existem vários locais em que usuários comuns podem gerar links para as suas páginas. Por exemplo, fóruns, comentários e redes sociais. Mesmo se não receberem o atributo nofollow, esses links possuem um peso relativamente menor do que links gerados por criadores de conteúdos.
Site-wide Backlinks
Se muitas ou todas as páginas de um mesmo site contêm um backlink para a sua página, os mecanismos de busca vão considerar todos aqueles links como um só. Isso acontece muito em sites que mantém uma lista de links em áreas fixas, que aparecem em todas as páginas, como na barra lateral ou no rodapé.
Backlinks de spammers
Podem ser penalizadas páginas que recebem repentinamente backlinks em grande quantidades, ou originados de sites conhecidos como spammers, ou de fontes de baixa qualidade como comentários de blog e tópicos de fórum.
Backlinks de uma rede de sites
Para aumentar a quantidade de links recebidos, algumas pessoas formam redes de sites (muitos com o mesmo dono) que ficam linkando um para o outro. Essa prática também pode ser penalizada pelo Google.
Backlinks de releases
Uma aumento repentino de backlinks vindos de artigos originados de releases para a imprensa ou mesmo de guest posts pode ligar o sinal de alerta dos buscadores sobre uma tentativa de manipulação da autoridade da página.
Bom uso da rejeição de Backlinks
Utilizar corretamente a opção de Rejeitar backlnks para desabonar links recebidos de fontes suspeitas mostra ao Google que o proprietário do site está preocupado com a experiência do usuário e pode contar pontos positivos para a classificação das suas páginas.

5. Interações do usuário

Os dados relacionados à forma como os usuários dos buscadores interagem com as páginas encontradas são levados em consideração no cálculo de classificação das páginas.

Por exemplo, se sua página aparece no resultado da busca e recebe mais cliques do que uma página que aparece em posição superior, isso é um bom sinal.

Já se as pessoas clicam na sua página, apertam no botão voltar e clicam em outro resultado (prática conhecida como Pogo-Sticking), isso pode indicar ao buscador que os usuários não encontraram na sua página o que estavam procurando.

Além disso, cada vez mais os buscadores utilizam os dados de navegação dos usuários para fornecer resultados de busca personalizados de acordo com o perfil de cada um.

Os principais fatores relacionados às interações dos usuários são:

RankBrain
RankBrain é um algoritmo de inteligência artificial proprietário do Google que utiliza aprendizado de máquina para analisar como os usuários interagem com os resultados da busca e assim utilizar esses dados para melhorar a apresentação dos resultados. Sua existência foi admitida pelo Google em 2015, quando foi também revelado que ele é o terceiro fator mais importante para a classificação das páginas, atrás apenas do conteúdo e dos backlinks.
Dados de navegação do usuário
O Google utiliza os seus dados de navegação e sabe quais são os seus sites preferidos. Quando você faz uma busca, esses sites e outros similares a eles ganham preferência na apresentação dos resultados. Por isso, uma mesma busca pode apresentar resultados diversos para pessoas diferentes. Este é um dos mais importantes fatores para geração de tráfego orgânico.
Histórico de buscas do usuário
O Google sabe todas as pesquisas que você já fez no buscador. Esses dados são utilizados quando você faz novas buscas, para que os resultados sejam os mais adequados possíveis para o seu perfil. Essa é outra razão pela qual uma mesma busca pode apresentar resultados diversos para pessoas diferentes.
Localização e idioma do usuário
Uma busca feita no Recife pode apresentar resultado diferente de outra igual feita em São Paulo, especialmente para no caso de pesquisas por produtos ou serviços locais. Os resultados também variam de acordo com o país e o idioma do usuário.
Tráfego direto
Tráfego direto é quando um usuário digita diretamente o endereço de um site para acessá-lo. O Google consegue saber a quantidade de tráfego direto que um site recebe por meio de dados de aplicativos como o Google Chrome e o Google Analytics. Sites que possuem grande volume de tráfego direto são vistos como de boa qualidade e, por isso, ganham pontos para o posicionamento em páginas de resultados de busca.
Taxa de retorno dos visitantes
Se um site tem altas taxas de retorno de seus visitantes, isso é visto como um indicativo de qualidade pelos mecanismos de busca. Assim, esses sites podem ser privilegiados nas páginas de resultados de busca.
Adição do site aos favoritos
O Google coleta dados do navegador Chrome para saber quais sites têm sido adicionados aos favoritos (bookmarks). Sites favoritados muitas vezes são vistos como de qualidade positiva e podem ser beneficiados nos resultados de busca.
CTR para palavra-chave
Click-through rate, ou CTR, é a relação entre a quantidade de vezes que um link é exibido e o quanto ele é clicado. Se sua página aparece várias vezes para buscar por determinado termo, mas ninguém clica nela, você pode perder pontos com o Google para aquela busca específica. O contrário também é verdadeiro: se muitas pessoas clicam na sua página em determinado resultado de busca, ela pode ganhar pontos por isso.
CTR para todas as palavras-chave
Click-through rate, ou CTR, é a relação entre a quantidade de vezes que um link é exibido e o quanto ele é clicado. Se as páginas do seu site como um todo costumam ter um CTR alto, isso é indicativo de qualidade do site, o que beneficia seu posicionamento.
Taxa de rejeição
Taxa de rejeição é o percentual de usuários que chega ao seu site em uma página e de lá sai sem clicar em nenhum link, sem fazer nenhuma interação. Há controvérsia se essa taxa é utilizada ou não pelos mecanismos de busca.
Pogo-Sticking
Pogo-Sticking é uma espécie de taxa de rejeição que ocorre quando as pessoas clicam em um resultado de busca, vão para a página, apertam o botão voltar sem interagir com a primeira página e depois clicam em outro resultado da busca. Assim como a taxa de rejeição, há controvérsia se essa métrica é levada em consideração pelos mecanismos de busca.
Quantidade de comentários
Em páginas com espaço para o usuário comentar, uma alta quantidade de comentários sinaliza ao Google que a página possui um conteúdo interessante.
Tempo de permanência
Quando o usuário fica muito tempo em uma página após encontrá-la pelo mecanismo de busca, isso sinaliza que ali existe um conteúdo de qualidade, o que reforça o posicionamento nos buscadores.
Buscas transacionais
Buscas transacionais são aquelas nas quais os buscadores percebem uma intenção do usuário em pesquisar uma transação, como a compra de um produto, de uma passagem aérea, de um serviço etc. Essas buscas podem apresentar um resultado diferente.
Buscas com a sua marca
Caso um usuário faça uma busca com o nome da marca do seu site, os buscadores observam isso como um sinal positivo. Se além da sua marca a busca contiver uma palavra-chave junto, sua página ganha pontos para quando a mesma pesquisa for feita sem o nome da sua marca.
Bom uso do pedido de reconsideração de sites
Caso alguma de suas páginas tenha sido penalizada e você peça reconsideração ao Google de forma bem-sucedida, sua página pode retomar o posicionamento que tinha ou até subir mais no ranking.
Sinais sociais
Especialistas em SEO especulam que se um site possui páginas e seguidores de forma relevante nas principais redes sociais, isso pode ser visto como um sinal positivo para classificá-lo como uma marca.
Legitimidade das redes sociais
A vinculação das suas páginas a perfis legítimos e verificados em redes sociais pode beneficiar o posicionamento dessas páginas. Já a vinculação a perfis identificados como fakes certamente prejudica o posicionamento.

6. Sinais de manipulação dos buscadores

O último grupo de fatores que podem afetar o seu tráfego orgânico diz respeito a certos sinais que os robôs de busca identificam quando o proprietário de um site tenta fazer algum tipo de manipulação proibida nos mecanismos de busca.

Esses são sinais negativos. Ou seja, a presença deles pode colocar para baixo o posicionamento das suas páginas nos mecanismos de busca.

Vamos conhecer quais são esses fatores que você deve evitar:

Fazenda de conteúdo
Fazenda de conteúdo (Content farm) é a prática que alguns sites realizam contratando dezenas de escritores para produzir grande quantidade de conteúdo otimizado para mecanismos de busca a fim de rankear bem para o maior número de palavras-chave possível dentro de um nicho. Essa prática passou a ser penalizada após a atualização de algoritmo conhecida como Google Panda, a partir de 2011.
Cloaking
Cloaking é a prática de apresentar conteúdos diferentes para os usuários e para os robôs de busca. Esse tipo de redirecionamento é considerado uma violação dos termos do Google e pode resultar inclusive na eliminação da página dos resultados de busca.
Popups e anúncios intrusivos
O uso excessivo de popups, anúncios intrusivos e outras coisas que atrapalham a experiência do usuário pode contar pontos negativos para o posicionamento de suas páginas.
Excesso de anúncios
Uma quantidade excessiva de banners e outras formas de anúncio, especialmente no começo da página, pode prejudicar seu posicionamento nos mecanismos de busca.
Excesso de links afiliados
Páginas com muitos links de afiliados e pouca qualidade de conteúdo também não costumam ficar bem posicionados nos mecanismos de busca.
Anúncios ocultos
Ocultar anúncios e links de afiliados, fazendo-os parecer com conteúdo ou usando cloaking para escondê-los dos buscadores causa penalizações do Google.
Priorização da monetização sobre o conteúdo
Uma atualização do Google conhecida como Fred, de 2017, passou a penalizar conteúdos de baixa qualidade que coloquem a monetização do site como absoluta prioridade quando comparada com a experiência do usuário .
Otimizações excessivas
Quando buscadores percebem que uma página está otimizando excessivamente fatores de SEO, essa página pode acabar sendo penalizada, especialmente se estiver empregando técnicas vedadas pelos mecanismos de busca.
Conteúdos gerados artificialmente
Conteúdos gerados artificialmente (Gibberish Content) por robôs ou similares, quando identificados, são penalizados e perdem pontos com o Google.
Uso de nofollow para manipulação do PageRank
Sempre que uma página faz um link, ela transfere parte de sua autoridade para a página linkada, o que diminui relativamente seu PageRank. Para que isso não aconteça, algumas pessoas utilizam o atributo nofollow em todos os links, em uma tentativa de manipular o PageRank. Sempre que detectada, essa técnica recebe uma penalização do Google.
Spam nas meta tags
Encher de palavras-chave meta tags como a de descrição da página é uma espécie de keyword stuffing também penalizada pelos buscadores.
IP do servidor identificado como spammer
Se o endereço IP do seu servidor de hospedagem for identificado como spammer, todos os sites ali hospedados podem ter o posicionamento prejudicado nos mecanismos de busca.
Site hackeado
Cuide da segurança das suas páginas, pois caso o seu site seja hackeado ele pode ser penalizado ou até desindexado pelos mecanismos de busca.
Compra de links
Comprar links de outros sites para as suas páginas é considerado pelo Google como esquema de links e pode ser penalizado.

O que acontece quando seu site fica bem posicionado

Tráfego orgânico

Imagine investir no conteúdo de uma página do seu site apenas uma vez e, com isso, ter um fluxo constante de visitantes sem ter que pagar nada a mais por isso.

Agora imagine que esses visitantes chegam ao seu site procurando resolver um problema que buscaram no Google.

Quais seriam as chances de essas pessoas cumprirem os objetivos de conversão do seu modelo de negócios?

Nesta aula, a segunda da etapa de tráfego do curso Presença Digital de Zero a Dez, você aprendeu o que é tráfego orgânico. Aprendeu também por que investir primeiro nesse tipo de tráfego é estratégico para aumentar a qualidade do seu conteúdo.

Vimos como os mecanismos de busca funcionam e analisamos os mais de 200 fatores que influenciam o posicionamento das suas páginas nos resultados das buscas.

Entre todos eles, peço que você revise e preste muita atenção aos 7 mais importantes:

  • Qualidade do conteúdo
  • Quantidade de links recebidos
  • Qualidade de links recebidos
  • Dados de navegação do usuário
  • Adaptação a dispositivos móveis
  • Tempo de carregamento da página
  • Autoridade do domínio

Se você vem seguindo as tarefas deste curso, já construiu um site com tudo o que precisa para receber alta quantidade de tráfego orgânico.

Também já possui um processo de criação de conteúdo de alta qualidade para posicionar bem as suas páginas.

Se não fez essas tarefas, volte aos checklists de lançamento de site e de produção de conteúdo para realizar as otimizações necessárias.

Plano de Ação 6.1

Ao final de cada aula do curso Presença Digital de Zero a Dez, ofereço uma série de tarefas específicas para você executar.

A ideia é não ficarmos apenas na teoria, mas partirmos para transformar, na prática, projetos em realidade.

As tarefas estão numeradas de forma sequencial desde a primeira aula, para que alguém que chegue no meio da jornada possa se localizar com facilidade.

Tarefa #60: Otimize seu site para receber tráfego orgânico

Sua tarefa aqui não será simples nem pontual.

Você deve repassar um a um os fatores que afetam seu posicionamento nos mecanismos de busca e realizar as otimizações necessárias para receber mais tráfego orgânico.

Caso você tenha cumprido anteriormente os checklists de lançamento de site e de produção de conteúdo, boa parte do trabalho já está feito.

Ainda assim, analise cuidadosamente o que ainda pode ser otimizado.

Se você quiser, pode utilizar uma ferramenta para fazer uma análise mais automatizada e um monitoramento constante desses fatores. As três que indico são, nesta ordem, Ahrefs, Moz e SEMRush.

Essas ferramentas podem analisar inclusive a quantidade e qualidade dos links recebidos pelas suas páginas e monitorar como está sua evolução.

Caso não tenha verba para arcar com essas ferramentas, você deve usar o Google Analytics para mensurar a evolução do seu tráfego orgânico (reveja a aula sobre como usar o Google Analytics se necessário).

Como sempre, se houver alguma dúvida, basta deixar um comentário logo abaixo para que eu responda.

Na próxima aula, é hora de falar do segundo tipo de tráfego. Vamos ver em detalhes como usar o tráfego pago para alavancar de vez as visitas ao seu projeto. Até lá!

Walmar Andrade
Perguntas dos alunos

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