Sites acessíveis representam boas oportunidades de negócios

Sites acessíveis representam boas oportunidades de negócios

Tornar um site acessível a portadores de deficiência, além de significar dignidade humana, também representa uma boa oportunidade de negócios. Esse tipo de público – 24,5 milhões de pessoas segundo dados do IBGE no censo 2000 – não tem muitas opções disponíveis na internet, portanto, se você dá a eles a atenção que merecem, são grandes as chances de conquistar clientes fiéis.

Para tanto, não basta um selinho no site indicando que ele passou em algum avaliador automático de acessibilidade. É preciso ter um projeto realmente acessível a deficientes. E aqui não estamos falando apenas de cegos, como é comum pensar quando falamos em acessibilidade para a internet.

Para os portadores de deficiência visual, é necessário separar o arquivo de informação da formatação e colocar textos alternativos para as imagens com informações equivalentes. Mas não são somente os cegos que necessitam de atenção.

Existem pessoas que não são cegas, mas não conseguem enxergar direito. Por isso, é bom manter todas as fontes com tamanhos relativos – e não absolutos, como em pixels – e, se possível, incluir botões na própria interface do site para aumentar e diminuir o texto.

O contraste das cores também deve ser observado. O contraste ótimo é o preto no branco, mas qualquer tipo de combinação com alto contraste facilita a leitura do texto. Há que se ter cuidado também com cores primárias como o verde e o vermelho em textos, já que os daltônicos as vêem cinza, amarela e azul, por exemplo.

Um texto vermelho em um fundo cinza pode ser praticamente ilegível para um daltônico. Existem meios de se testar o contraste das cores para daltônicos e esses não devem ser desprezados. Banners ou outros elementos piscantes devem ser usados com cautela, pois podem desencadear ataques em portadores de epilepsia.

além da visão

Pessoas com dificuldades motoras para operar um mouse devem conseguir navegar tranqüilamente através do teclado. Por isso, não é aconselhável deixar funções que só sejam possíveis de ser ativadas com o mouse, como o onmouseover. Além disso, é útil também disponibilizar teclas de atalho com a tag [accesskey].

Deficientes auditivos devem ter acesso ao conteúdo escrito de elementos multimídia, como áudio e vídeo. Essa, inclusive, é uma das funcionalidades do SMIL.

Existe uma enorme gama de necessidades diferentes. Ao mesmo tempo em que significa mais itens para um desenvolvedor se preocupar, também representa mais oportunidades para uma empresa conquistar público fiel através da internet.

A melhor maneira para isso é ter preocupações com acessibilidade ao elaborar um projeto, submetê-lo a avaliações com programas especializados disponíveis na web e, por fim, testar com portadores de deficiência. Se você não sabe por onde começar, procure associações especializadas em sua cidade. Garanto que eles terão o maior prazer em ajudar.

Walmar Andrade
Perguntas dos alunos

7 comentários
  • Parabéns pelo artigo, mas a informação não está 100% correta. Destes 24,5 milhões de portadores de deficiência, quantos tem acesse a um computador com conexão à internet?

  • Olá Newton,

    Sim, a informação está 100% correta. Só falei que esse tipo de público (portadores de algum tipo de deficiência) somam 24,5 milhões de pessoas no Brasil, segundo o IBGE. Não falei que eram 24,5 milhões de usuários. Esse dado procurei na pesquisa do Comitê Gestor da Internet no Brasil, mas não encontrei. Se alguém tiver, pode postar aqui para termos uma idéia mais exata de quantos portadores de deficiência usam a internet e com que hábitos.

    Abraços!

  • Descobri esse site hoje, e gostei muito dos artigos, são bem interessantes.
    Faço um trabalho filantrópico com um grupo de digitalização de livros para deficientes visuais e temos um site http://www.arcaliteraria.org, o intuito inicial não era atender aos deficientes pelo site, e por isso não está 100% funcional, mas estou trabalhando nisso e acabei aprendendo muitas coisas….

    Uma delas, que vc não citou aqui, é a dificuldade que os dvs encontram em se cadastrar em sites, como o yahoo, por exemplo, que exige que seja digitado um código de confirmação… Acho que sabem do que estou falando, não sei definir exatamente. Por causa disso, deixam de participar de listas de discusão que poderiam fornecer boas informações.

    Vou me informar a respeito do número de cegos, e logo coloco aqui.
    Outra coisa: se alguém precisar testar a navegação com um deles, entre em contato que eu passo bons contatos.

  • Olá, Walmar! Excelente este post. Aliás, a questão aqui é justamente essa, a usabilidade para que mais portadores de deficiências possam ter acesso à novas ferramentas, sejam elas online ou não.

    Parabéns, merece o link!

    bjsss

  • Oi Walmar,

    Avaliei este post com cinco estrelas.

    Ainda tem as vantagens indiretas de se preocupar com os sites acessíveis.

    É uma boa prática de SEO, aumenta o alcance o seu material e você ainda faz o seu papel de cidadão consciente.

    Parabéns e um grande abraço

  • Adorei o post. Por favor se souberem de oportunidades de negócios para pessoa especial, auditivo, – de preferência voltados a comunicação visual, computação gráfica, web design…que possa-se trabalhar em casa, agradeço.

    E.mail Cordlara@terra.com.br
    ASSUNTO: Empreendedorismo ou oportunidades de negócios