Como montar um site que sirva como um hub central para a sua presença digital

Como montar um site que sirva como um hub central para a sua presença digital

Hub digital

Você já pensou em ter um hub digital?

Na primeira das dez etapas do curso Presença Digital de Zero a Dez, mostrei como você pode elaborar um planejamento para começar a trabalhar com o que você ama, criando sua presença digital e transformando o seu hobby em um negócio lucrativo.

Vimos que você precisa escolher um nicho de mercado, criar uma persona, selecionar um modelo de negócio e adotar um posicionamento de mercado diferenciado.

A partir desta aula, que abre a segunda etapa do curso, começaremos a tratar da parte prática da jornada. E faremos isso a partir da criação do seu hub.

O que é um hub

Hub digital

O seu hub será o ponto central para onde todos os canais de distribuição de conteúdo do seu projeto irão convergir.

Na imensa maioria dos projetos, o hub será um site em um domínio próprio (por exemplo, www.nomedoseuprojeto.com.br) que tenha alguma forma de manutenção de relacionamento com os seus seguidores.

Esse site pode assumir diversas formas.

Pode ser um site institucional explicando o que é o seu projeto. Pode ser um blog com conteúdos sempre atualizados. Pode ser uma simples página de captura de e-mails em troca de uma recompensa digital.

A escolha do modelo de site dependerá do seu nicho de mercado, da sua persona e do posicionamento que você decidiu adotar na etapa de planejamento.

Independente da forma, sugiro que você sempre siga a lógica de:

  1. Construir autoridade junto às pessoas que compõem o nicho de mercado que você escolheu
  2. Atrair essas pessoas para o seu hub
  3. Obter o contato dessas pessoas em troca de uma recompensa digital gratuita
  4. Relacionar-se com essas pessoas
  5. Ofertar produtos ou serviços que resolvam o problema dessas pessoas

Nas próximas etapas do curso, veremos como você pode se comunicar com as pessoas para construir autoridade e como atrair as pessoas para o seu projeto.

Mas antes disso você precisa “construir a sua casa”, desenvolver o seu hub.

Quando o hub não é um site próprio

Não é um hub

Como acabamos de dizer, na imensa maioria dos negócios digitais o hub será um site em um domínio próprio.

Existem, no entanto, algumas exceções.

Se você procurar bem, existem casos de pessoas que preferem basear seus negócios digitais em plataformas alheias.

É o caso de quem mantém uma fanpage no Facebook com centenas de milhares de seguidores. Ou um canal no YouTube com mais de um milhão de assinantes. Ou uma conta no Instagram que cresce exponencialmente a cada dia.

Descubra o método de 10 etapas que qualquer pessoa pode usar para criar presença digital e transformar seu hobby no seu trabalho começando do zero hoje mesmo.

É possível sim utilizar essas plataformas como seu hub e se relacionar com os seus seguidores por meio dos comentários disponibilizados nessas redes.

Porém o risco é muito alto.

O risco é que você não tem domínio sobre as regras daquela plataforma.

Por exemplo, se o Facebook decidir banir a sua fanpage, não haverá muito o que você possa fazer.

Se o YouTube definir algum dia que não permite mais canais no seu nicho de mercado, você perde tudo.

Se o Instagram proibir fotos com pouca roupa, o que será das “musas fitness”?

Se você acha isso difícil de acontecer, pense nos antigos donos de comunidades do Orkut, que vendiam espaços para anúncios a peso de ouro e hoje não têm nada mais em mãos…

Pat Flynn, do site Smart Passive Income, faz uma comparação que considero muito acertada.

Ele diz que basear todo o seu negócio em uma plataforma alheia é como construir uma mansão em terreno alugado.

Hub = site

Então, para efeitos deste curso, a não ser que o seu projeto seja muito específico, vamos sempre trabalhar o seu hub como a construção de um site (de diversos tipos) a partir do qual você possa se relacionar com seus seguidores.

Agora, não me entenda mal. As redes sociais são excelentes canais de distribuição do seu conteúdo.

Você pode construir muita autoridade utilizando-as de forma eficiente. Mas sempre direcionando as pessoas para o seu próprio hub, onde você dita as regras.

Entendido isso, vejamos as três principais formas que o seu hub poderá assumir.

Três modelos de sites que o seu hub pode assumir

1. Site institucional

Hub em forma de site institucional

Um site institucional será um endereço próprio na internet onde seus seguidores poderão obter as informações básicas do seu negócio digital.

Quem você é. O que faz. Quais são os seus valores. Como entrar em contato. Basicamente, você apresentará para o público boa parte do que definiu no brand key da Tarefa #5.

O site institucional é a forma menos dinâmica de apresentar o seu conteúdo. É preciso ter cuidado para não entediar quem chega. Lembre-se de que as pessoas precisam se sentir atraídas para iniciarem e manterem o relacionamento com o seu projeto.

Nos próximos artigos, veremos o passo a passo para você desenvolver o seu site institucional. Isso servirá de base também para as duas outras formas que o seu hub poderá assumir, incluindo…

2. Blog

Hub em forma de blog

Um blog é um site cuja estrutura permite a atualização a partir do acréscimo de conteúdos periódicos (chamados posts), em geral organizados de forma cronológica inversa (primeiro os mais recentes, depois os mais antigos).

Por seu caráter dinâmico, o blog é uma excelente forma de se relacionar com os seus seguidores. E de construir autoridade com o tempo.

Por exemplo, sempre que publicar um novo post, ou um post interessante, você pode mandar um e-mail para os seus seguidores informando sobre o novo conteúdo.

Utilizaremos o termo blog inclusive para nos referirmos a variações de tipos de conteúdo, como os podcasts (que seria o equivalente do blog em formato de áudio) ou os videocasts (mesma coisa, sendo que para vídeos).

Mesmo que você adote esses formatos, em vez de trabalhar o podcast somente no iTunes ou o videocast somente no canal do YouTube, recomendamos que você incorpore seus áudios ou vídeos em um blog próprio para atrair os seguidores para o seu projeto.

O blog, na minha opinião, é o melhor formato para um negócio digital, por ter uma estrutura fácil de ser entendida e por possibilitar um relacionamento mais próximo entre quem escreve e quem lê.

Isso, no entanto, não é consenso.

Alguns especialistas em marketing digital defendem que o melhor caminho para quem quer começar é utilizando simples páginas de captura, ou squeeze pages.

3. Páginas de Captura (squeeze page ou landing page)

Hub - modelos de sites - landing page

Páginas de captura, Landing pages ou Squeeze Pages (utilizarei como sinônimos neste curso, apesar das pequenas diferenças técnicas) são páginas de destino únicas otimizadas para um único objetivo.

Você já caiu em alguma página cuja única função era disponibilizar o download de um arquivo? Ou uma página que pedia o seu e-mail em troca de uma recompensa digital?

Isso é uma página de captura.

Esse terceiro formato é o mais simples e rápido de ser desenvolvido e lançado.

Pode ser muito útil para a fase inicial de um projeto, quando você ainda não tem muito conteúdo e está focando primeiro em construir autoridade e conquistar seguidores para só depois ter um hub mais completo, com mais informações.

Para começar com uma landing page, você terá que ter uma boa recompensa digital e disponibilidade de caixa para investir em geração de tráfego pago para essa página.

Como a página de captura não possui quase nenhum conteúdo, ela não vai ficar bem posicionada nos mecanismos de busca.

Assim, a única forma de as pessoas chegarem ao seu hub seria por meio de tráfego pago. Ainda assim, há restrições no Google e no Facebook para anunciar esse tipo de página.

Qual a melhor forma de hub digital para você escolher?

Como escolher forma do hub

Não existe “a melhor forma” para o seu hub. Tudo vai depender do nicho de mercado, da persona, do modelo de negócio e do posicionamento do seu projeto.

Por exemplo, se a sua paixão é fazer caricaturas a mão a partir de fotos, um site institucional com um portfólio do seu trabalho pode ser o ideal.

Já se você quer falar sobre futebol argentino, talvez o blog seja o mais indicado.

Ou se você quer ensinar sobre como fazer bonsais, é possível que baste uma landing page que colete e-mails dos seus seguidores em troca de um ebook gratuito.

Uma boa forma de saber qual forma escolher é observar a sua concorrência e perguntar do que a sua persona necessita.

Lembre-se, também, de que nada aqui é estático. Você pode começar com uma forma, analisar os resultados e vê se é melhor partir para outra após determinado intervalo de tempo.

Na minha opinião, o melhor é fazer é começar com um blog e – no mesmo site – adicionar elementos institucionais e páginas de captura para recompensas digitais.

Como desenvolver o seu hub

Depois que você escolher a forma, precisará criar o seu hub, desenvolver o seu site. Em linhas bem gerais, você precisará:

  1. Registrar um domínio próprio
  2. Esboçar a arquitetura do seu site com foco em conversão
  3. Criar uma página inicial
  4. Criar o layout do site
  5. Transformar esse layout em código, em páginas de internet
  6. Contratar os tema, plugins e ferramentas necessários
  7. Contratar uma hospedagem e colocar o site no ar

Nas próximas aulas, veremos em detalhes cada um desses passos. Mas, a não ser que você seja um técnico, provavelmente precisará de ajuda profissional para esse desenvolvimento.

Possivelmente você terá que contar com ajuda de um arquiteto de informação, de um designer, de um programador, ou de todos eles.

Essa ajuda pode ser uma contratação direta (você pagando o profissional para desenvolver o site exclusivamente para o seu projeto) ou indireta (você comprando um tema pronto para adaptar ao seu site, por exemplo). Abordaremos essas situações em cada aula.

Perguntas e respostas

Eu posso criar meu hub no Blogger ou no WordPress.com?

Blogger e WordPress.com são as duas maiores plataformas gratuitas de hospedagem e gerenciamento de sites (blogs, mais especificamente). Em poucos minutos, você pode criar uma conta e o seu blog estará no ar.

O problema, assim como ocorre nas redes sociais, é que você não é o dono do endereço nem do site que estará no ar.

A qualquer momento, o Blogger ou o WordPress.com podem mudar as regras. Podem decidir que o seu site não se adapta mais ao serviço. E que por isso será banido. Ou você pode infringir alguma regra, mesmo que sem querer.

O mesmo vale para serviços como Medium ou Tumblr.

Assim, o barato e rápido pode sair caro. Por isso, recomendamos que você crie o seu hub em um domínio próprio, com um site próprio.

Então não devo apostar nas redes sociais?

Sim, você deve apostar nas redes sociais. Em tantas quantas forem necessárias para chegar às pessoas que compõem o seu nicho de mercado.

Facebook. YouTube. Instagram. Twitter. Linkedin. Pinterest. SlideShare. Onde quer que a sua persona esteja, é bom você estar lá também.

Porém, idealmente, você não vai basear o seu projeto completamente em nenhuma dessas redes.

Você vai utilizá-las como canais de distribuição de conteúdo, chamando as pessoas para o seu hub.

Isso significa colocar um link em cada postagem sua do Facebook para o seu site. Ou marcar suas fotos no Instagram com o logo do seu projeto e o endereço do seu site. Ou manter esse endereço na descrição dos vídeos do YouTube.

O ideal é que você espalhe sua presença para onde a sua persona estiver. Mas sempre a incentivando a visitar e conhecer a “sede” do seu projeto, onde você vai concentrar todas as informações para manter o relacionamento com seu público-alvo.

E se eu não tiver como investir?

Criar um site não precisa ser caro. É possível registrar um domínio por cerca de R$ 30, comprar um tema por mais R$ 100 e contratar uma hospedagem anual por cerca de R$ 200.

Claro que você não terá o melhor design nem a hospedagem mais veloz, mas o ponto é que dá para começar mesmo com baixos investimentos. Isso se você realmente não tiver como investir.

É diferente se você tem o dinheiro, mas não quer investir. Aí estará dando um tiro no pé. Vai ser difícil se destacar na multidão tendo um site igual aos demais e ainda por cima em uma hospedagem devagar.

Se você quer realmente transformar o seu hobby no seu trabalho, precisará investir na sua paixão. Até para ter um maior nível de comprometimento com a jornada.

Bibliografia deste artigo

Livro #9: Design Thinking

Design ThinkingEmbora não trate especificamente de criação de sites, o livro Design Thinking, de Tim Brown, mostra como podemos encontrar soluções criativas para suprir as necessidades das pessoas que compõem o nosso nicho de mercado.

Em outras palavras, Design Thinking converte necessidade em demanda. Recomendamos a leitura neste ponto da jornada para que o seu hub seja a porta de entrada para um produto ou serviço que realmente vá resolver os problemas do seu nicho.

A despeito do título, não se trata de um livro voltado para designers. Ele é para empreendedores que querem encontrar alternativas para transformar suas ideias em negócios viáveis.

Plano de Ação 2.1

Ao final de cada aula do curso Presença Digital de Zero a Dez, ofereço uma série de tarefas específicas para você executar.

A ideia é não ficarmos apenas na teoria, mas partirmos para transformar, na prática, sonhos em realidade.

As tarefas estão numeradas de forma sequencial desde a primeira aula, para que alguém que chegue no meio da jornada possa se localizar com facilidade.

Tarefa #7: Escolha a forma do seu hub

Selecione a forma com que o seu hub vai estrear na internet. Vai ser um site institucional? Um blog? Uma página de captura? Outro formato?

Ou você vai arriscar e construir o seu negócio em terreno alugado, como uma página do Facebook, uma conta no Instagram ou um canal no YouTube?

Para fazer a escolha da melhor forma possível, pergunte-se qual delas resolve de maneira mais eficiente o problema do seu nicho de mercado.

Se possível, pesquise entre pessoas que realmente compõem o nicho em que você escolheu trabalhar.

E, sempre, lembre-se de que esta será apenas a forma de estreia. Você vai lançar algo, testar, observar o retorno. Aí definir se continua apostando no que escolheu inicialmente ou se adapta para testar outras formas.

Aproveite para pensar em um nome para o seu projeto. Na próxima aula, veremos como registrar o seu domínio na internet. Para isso você já precisa ter algumas ideias de nome em mente.

Até lá, deixe seus comentários com suas dúvidas e observações sobre o curso até aqui.

Walmar Andrade
Perguntas dos alunos

5 comentários
  • Olá Walmar, eu de novo! Você conhece a plataforma OMB100? O que acha? Como não sou uma expert em comunicação e marketing digital achei a plataforma bem interessante, adquirindo-a eu tenho direito a uma licença de uso vitalicia….

    • Oi Cristiane,

      Não conhecia, mas dei uma olhada aqui por alto… parece ser bem voltado para quem realmente não tem muitos conhecimentos em como construir um site, além de integrar muitas ferramentas. O receio é se você não fica refém da ferramenta. É preciso ver qual é a estratégia de saída, se você pode algum dia fazer o download de todo o seu site e hospedar em outro canto, por exemplo…

      Abraços!

  • Olá Walmar,
    O conteúdo do seu curso está muito bom! Está ajudando muito em minha pesquisa para minha dissertação (estou desenvolvendo um Portal educacional).
    Faltou apenas a data de publicação da serie para que eu possa referenciá-lo melhor. rsrsr

    • Escreverei um artigo sobre isso na próprio curso, mas a ideia é que os textos atemporais não necessitem de data para que o leitor não ache que o artigo está desatualizado só por ter sido publicado há algum tempo.

  • Entendo! De qualquer forma, muito obrigada! Sua serie agregou bastante à minha pesquisa.
    Walmar, estou elaborando o instrumento de avaliação da minha dissertação, cujo o objetivo é conceber um portal educacional sobre o uso da Tecnologia Assistiva, tendo em consideração critérios de qualidade e de usabilidade. Bom, me ocorreu agora, considerando sua experiência e formação na área área de comunicação e tecnologia, gostaria, se possível, da sua colaboração como validador do site também.
    Caso a resposta seja afirmativa, posso encaminhar por e-mail o questionário, a carta convite e o termo de consentimento livre e esclarecido (TCLE).

    Desde já agradeço!